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Intervenção “Se quiser ver tu verá! O corpo, Lâmina, Viva os elementos!”

Dia: 12 de setembro
Horário: 12h (Palco Cultural/Feira)
Duração: 20 minutos

Esta atividade tem por objetivo apresentar aos participantes do Conecta IF a criação da estudante Ana Louise do Curso Superior de Tecnologia em Agroecologia: a intervenção é um compilado de escritos declamados ou cantados que foram criações originais que tiveram como inspiração impressões pessoais de uma maneira de ver o mundo e agir no mundo.

É um misto que aborda vários temas que manifestam aspectos que constroem e movem o ser humano em sua compreensão como indivíduo e parte de um todo, dentro de um universo lúdico.

Arte que manifesta em seu interior aspectos variados da literatura, ciência teatro, música, canto, que se derivam de culturas como a expressão livre da capoeira e de artistas de rua, que fazem intervenções em praça pública para promover uma reflexão imediata e duradoura no público em seu envolvimento. Seu conteúdo tem aprendizados relacionados com a militância a favor do nosso planeta e de nós mesmos como habitantes dele e nossa responsabilidade, que se comunicam com a linguagem da agroecologia e seu pensamento sistêmico e holístico.

Os escritos tem o título: Se quiser ver tu verá! O corpo, Lâmina, Viva os elementos! (Todos foram escritos em momentos diferentes e encaixados para a intervenção em uma ordem intencional).

“Se quiser ver tu verá !” é uma poesia declamada com um carácter provocativo que incita o público a olhar para si e refletir suas próprias crenças independente das que sejam.

“O corpo” é uma música que enaltece a sabedoria de nossos organismos e sua origem primordial que é a própria terra.

“Lâmina”é um poema que aborda os ciclos naturais e os manejos com a terra.

“Viva os elementos!” É uma ladainha declamada e cantada que fala sobre a importância da natureza para a sustentação dos seres humanos através de sua profunda conexão com ela, trazendo o tema da soberania alimentar e a importância das sementes crioulas, a qualidade de vida que esperamos para nós e para nossos descendentes.⁠⁠⁠⁠

Grupo de Catira Mão Divina

Dia: 12 de setembro
Horário: 12h (Palco Cultural/Feira)
Duração: 30 minutos

A Catira é uma expressão cultural evidenciada no meio rural brasileiro, retratando de forma poética através da música, a história da vida do sertanejo no tocado da viola e na batida das palmas e pés. Apesar de não se ter certeza de sua origem, alguns autores relatam que entre os anos de 1563 e 1597, o Padre Anchieta compôs versos e ritmos utilizados para catequizar os índios e acrescentou o Catira na festa de São Gonçalo, de São João e de Nossa Senhora da Conceição. Além disso, influência indígena é evidenciada no modo de cantar enfadonho e cansativo dos catireiros que ao mesclar com os europeus favorece a formação de outra produção do catira. (RÉDUA, 2010, p.18).

O grupo de Catira Mão Divina foi formado em 2010 com estudantes do Instituto Federal de Brasília, campus Planaltina, com o objetivo de valorizar resgatando a cultura popular dessa região, contribuindo para o reconhecimento da importância dessa expressão cultural e seu significado para a população da centenária Planaltina. Além disso, a Catira traz consigo a revitalização da identidade dos povos cerradeiros, retrata valores e crenças.

O ritual da dança da catira é composto por duas etapas: a moda de viola e o recortado. Nas modas cantadas na Catira as trovas e rimas são inspiradas pela vida no campo, amores, trabalho, tristezas, vitórias, saudosismo entre outros. ( TEIXEIRA, 2012). A formação da coreografia consiste em duas fileiras, composta de quatro a oito pares, posicionados frente a frente, que sincronizam palmas e sapateados no ritmo das modas tocadas com a viola caipira. É executada por dois violeiros, sendo que um faz a primeira voz e o outro faz uma terça ( abaixo ou acima). Os dançadores, palmeiros ou chaveira, nome dado ao restante do grupo são considerados coadjuvantes na execução da música. No momento em que se inicia o recortado começa o sapateado acrescentando percussão à melodia, marcando o ritmo e sonorizando a apresentação. (RESENDE, 2014). No decorrer da apresentação os catireiros vão trocando de lugar recortando entre si, quando voltam ao lugar de origem termina a dança. (LIMA, 2012, p. 6).

Porta do Mundo

Dia: 12 de setembro
Horário: 18h00 (Palco Cultural/Feira)
Duração: 60 minutos

Formado em 2017, o grupo Porta do Mundo surgiu da união de três músicos que buscavam fortalecer um trabalho autoral em Brasília que fosse assentado na tradição, mas também pautado em questões atuais, ligadas ao cotidiano da cidade. O grupo procura desenvolver um trabalho com arranjos, músicas e poesias autorais, intuídos nas raízes e gêneros que compõem a música popular brasileira. A musicalidade do grupo se costura na batida da zabumba, no tilintar do triângulo e no dedilhar do violão, entre outros, que congregam a celebração dos festejos populares.

O repertório perpassa o diálogo entre as tradições populares – coco, maracatu e baião – e temas como o Cerrado, suas cachoeiras e algumas das lutas políticas históricas vividas aqui: questões de gênero, da luta pela terra e contra todas as formas de opressão. Passeia também pela releitura de baiões e xotes tradicionais, ritmos como o maracatu rural e o cavalo marinho, construindo-se em um exercício brincante conjugando o tradicional e o psicodélico em uma mistura entre o Nordeste e o Centro-Oeste brasileiros.

O nome do grupo surgiu de uma poesia gestada coletivamente que versava sobre as forças da natureza, a potência criadora da humanidade e o fazer coletivo como “porta no mundo” na produção de diálogo e musicalidade entre todos os seres. Assim, busca dar contorno às dimensões cenopoéticas, e a extensão de ritmos e aos estilos musicais apresentados pelo grupo. O grupo Porta do Mundo é formado por Filipe Braga (Violão, percussão e voz), Rafa Energia (Percussão, voz e poesia) e Stenio Neves (Violão, percussão e voz).

Ficha Técnica
Cleudes Pessoa * Filipe Braga * Rafa Energia * Stênio Neves

Os Mocambos

Dia: 12 de setembro
Horário: 19h00 (Palco Cultural/Feira)
Duração: 60 minutos

Ficha Técnica
Sergei Quinta Filho (vocal)
Eduardo Fittipaldi (baixo e vocais)
Felipe Maguin (bateria e vocais)
Bruno Sbuga (guitarra)
Guilherme Ramalho (percussão)

Projeto musical de composições autorais anunciando valorização e identidade do bioma cerrado.

Banda JMB

Dia: 12 de setembro
Horário: 20h30 (Palco Cultural/Feira)
Duração: 60 minutos

Bendita Dica

Dia: 13 de setembro
Horário: 8h e 12h (Palco Cultural/Feira)
Duração: 40 minutos

Santa Dica é o mote do espetáculo voltado para todos os públicos. Atores, músicos e bonecos estão em cena para contar a história de Benedita Cipriano Gomes, a Santa Dica, poderosa líder

comunitária que criou em Lagolândia, na região de Pirenópolis-GO, entre os anos 20 e 30, uma grande comunidade que dividia a terra por igual e eliminou a circulação do dinheiro nessa sociedade.

Em Bendita Dica, a narrativa vai desde sua fama nos sertões atraindo cada vez mais seguidores, passa pela perseguição por parte das autoridades insatisfeitas com suas atitudes revolucionárias, evoca seu dom em conversar com anjos, e o episódio conhecido como O Dia do Fogo. Tudo isso contado com leveza, comédia e responsabilidade.

O espetáculo discute por meio da história de Santa Dica dois pontos cruciais de nossa sociedade: a questão da posse da terra e do poder. Tratar do direito a posse da terra é hoje fundamental, num momento em que se trava uma guerra no campo, guerra essa que a mídia a serviço do latifúndio insiste em esconder.

A dramaturgia foi construída coletivamente, a partir de pesquisa bibliográfica, filmográfica, e também de relatos de moradores de Lagolândia-GO ouvidos pelo elenco. Os atores além de interpretar os personagens na história, manipulam bonecos tanto com Bunrako (técnica japonesa), como mamulengo (fantoche nordestino).

Bendita Dica, espetáculo da Cia Burlesca, estreou em Brasília no mês de março de 2016.

Ficha Técnica
Direção: Mafá Nogueira
Assistente de direção: Claudia Leal
Elenco: Julie Wetzel, Lyvian Sena, Mafá Nogueira
Músico: David Erik
Iluminação: Jullya Graciela
Fotografia: Pedro da Silva e Gabriel Guirá
Designer gráfico: Jana Ferreira
Vídeo: Wallace Lino
Cenário e Figurino: O Grupo

Cantos da Terra

Dia: 13 de setembro
Horário: 19h (Palco Cultural/Feira)
Duração: 60 minutos

O grupo formado por Kika Brandão, Isa Flor, Dani Neri, Pedro Tupã e Otávio Torrão, traz em seu repertório músicas que remetem as raízes do brasil, permeando cultura popular, tradições e ritmos de diversas regiões, cultura afro e indígena, músicas instrumentais e também músicas com letras ligadas a natureza, permacultura e agrofloresta.

Ficha técnica
Dani Neri: flauta, pífano e Voz
Kika Brandão: pífano, percussão e Voz
Isa Flor: percussão e Voz
Pedro Tupã: percussão e Voz
Otávio Torrão: violão, cavaquinho e Voz

Brasas do Nordeste

Dia: 13 de setembro
Horário: 20h30 (Palco Cultural/Feira)
Duração: 60 minutos

São 40 anos de forró pé de serra em Brasília, na ocasião estaremos representando a Associação dos Forrozeiros do DF – AsforróDF, organização que congrega 35 trios de forró da cidade e organiza diversos projetos culturais em feiras livres, na Casa do Cantador, dentre outros locais.

Ficha técnica
Trio Os Brasas do Nordeste – Forró Pé de Serra

Comunidade Indígena

Dia: 14 de setembro
Horário: 12h (Palco Cultural/Feira)
Duração: 20 minutos

Capoeiragem das Manas da REGA

Dia: 14 de setembro
Horário: 16h (Concentração Ato de Mobilização)
Duração: 30 minutos

É a força das nossas raízes, que ecoa no canto e na ginga das nossas Manas. É a expressão da Rede de Grupos de Agroecologia que fala da resistência cultural de nossos ancestrais e da força feminina que luta, constrói e fortalece nosso movimento.

As Fulô do Cerrado

Dia: 14 de setembro
Horário: 18h30 (Ato de Mobilização/Palco Cultural)
Duração: 60 minutos

As Fulô do Cerrado surgiram em meio ao interesse comum pela cultura popular e encontros espontâneos impulsionados pelo Mestre Zé do Pife na Universidade de Brasília. Após o encantamento pela tradição das bandas de pife, da amizade entre Jéssica, Samara, Laura, Carol e Janara surgiu a necessidade de transmitir a riqueza das bandas cabaçais ao público brasiliense e construir uma banda só de mulheres. Aos poucos ritmos populares como o forró, baião, xote, samba de coco e frevo estabeleceram-se como marca da banda, bem como a busca pela visibilidade feminina nos espaços artísticos e de disseminação cultural.

Ficha técnica
Luiza Guimarães – Cavaquinho
Paula Vidal – Voz, escaleta, violão
Samara Tokunaga – Voz, pife, triângulo
Caroline Reis – Pife, pandeiro, triângulo
Jéssica Carvalho – Pife, rabeca, pandeiro, caixa
Laura Xavier – Voz, zabumba

Martinha do Côco

Dia : 14 de setembro
Horário: 19h30 (Palco Cultural/Feira)
Duração: 60 minutos

Mestra Martinha do Côco é cantora, compositora que desenvolve um trabalho autoral com expressões culturais ligadas à música, dança e brincadeiras populares com influências da cultura nordestina e afro-brasileira como samba de côco, maracatu e ciranda ressignificadas com a incorporação de elementos culturais da vida no cerrado. É a mulher negra de maior expressão da cultura popular no DF.

Filhas de Oyá

Dia: 14 de setembro
Horário: 20h30 (Palco Cultural/Feira)
Duração: 30 minutos

O grupo percussivo Filhas de Oyá nasce da alegria de mulheres que, em 2016, se reuniram a partir de uma convocação de mulheres batuqueiras para celebrar no tambor o dia internacional da mulher. A experiência foi tão fortalecedora que essa roda vingou. Somos hoje um grupo que toca, estuda, experimenta e cria a partir de ritmos tradicionais da cultura popular brasileira, como o maracatu, o coco, o ijexá e a ciranda. A figura de Oyá por tudo que evoca e instaura no imaginário sobre o feminino inspira nossos tambores, ganzás e canções, que vibram sempre mais quando celebram a liberdade e o poder das mulheres do nosso e de outros tempos. Por esta razão somos frequentemente chamadas a participar de momentos onde se festeja a liberdade, a diversidade e também a união de mulheres. Já participamos de inaugurações, festas, congressos, blocos de carnaval, e temos a honra de ter o reconhecimento e o apoio de Martinha do Coco e Mãe Baiana mulheres de muita luta e saber no DF. Como se vê, somos quinze, mas somos muitas mais, querendo arrastar um bocado de corações com o nosso batuque. Porque entendemos que as mulheres ficam mais fortes sempre que se encontram, porque queremos celebrar, enfim, a alegria.

Jongo do Cerrado

Dia: 15 de setembro
Horário: 12h (Palco Cultural/Feira)
Duração: 60 minutos

O Jongo do Cerrado é um grupo de estudo e prática criado em 2015 sob a liderança de Apoena Machado que tem como objetivos conhecer e apreender a história do jongo e a sua significância como cultura de resistência durante o período da escravidão. No grupo compartilhamos a arte do jongo, os toques, os pontos, as danças e a herança cultural relacionada a essa arte.